
Marte
Faça minha cabeça parar
Eu quero uma passagem para Marte só de ida
E vê se não vai demorar
Que essa velocidade tá acabando com a minha vida
E me deixa viajar
Eu quero sem chegada o meu ponto de partida
E se acaso eu demorar
Essa velocidade vai curar a minha vida
Teleporte
Se você se teleportasse pro meu sofá
Seria melhor
Se você se teleportasse pro meu sofá
Seria bom
Num mundo em que antes você não havia
Não se sabia a falta que você fazia
Se você entrasse agora pela janela
Seria melhor
Se você entrasse agora pela janela
Seria bom
São quase onze horas e a cama vazia
Eu mal espero o fim e o começo do dia
Qual você faria agora algum sentido
Seria melhor
Qual você faria agora algum sentido
Seria bom
Nas horas em que a mente está tão vazia
Qualquer Sessão da Tarde me compreendia
Sempre
Sempre penso
Se o vento
Vai me levar
Onde eu
Sempre espero
Sempre penso
Se tento mais
Ou se fico em paz
Mas eu nunca lembro
Do que eu penso
Só sei sentir e me cegar
Sei eu nunca penso
Sempre espero
Sempre perco
Sempre esqueço
Sempre me pergunto
Se algum dia
Vou aprender a esperar
Sempre me pergunto
Se algum dia
Eu não vou mais
Querer mais
A Pessoa Apaixonada
A pessoa apaixonada
Não deve ser ouvida
Muito menos escutada
É que está embevecida
De ternura e de paixão
De loucura e de tesão
É tanta doçura
Que de seus dedos
Escorrem mel
Que à boca de um amado
Pode ter sabor
Enjoativo e fel
A pessoa apaixonada
Demais que se aquiete
E que aguarde a sorte
No momento que enlouquece
Exagero transparece
Toda alucinação
Mais do que perdida
Essa pessoa que sai à rua
Nua, louca, desvairida
O coração todo exposto
Chocando o povão
A pessoa apaixonada
É mais do que despida
Dessa sua razão
Na na na na na
Mas toda verdade
É que eu queria
Casar com ela
E viver só de amor
E viver só de luz
E de carinhos dela
Pois então razão clareia...
Minha alma é lua cheia
O céu aberto ao norte
Pra que eu não me perca feio
Já repartido ao meio
Uivando pra paixão
A pessoa apaixonada
Não deve ser ouvida
Muito menos escutada
É que está embevecida
De ternura e de paixão
De loucura e de tesão
Vento Branco
O cancioneiro popular
Cientista da ciência dos sentidos
Já não caminha mais depressa
Devagar, ele não tem pressa pra chegar
E se o vento soprar
Venere o som
Ouça a canção do tempo
Que já existiu
Venere o som do ar
Que agora existe
Mas já se foi
E tudo esteve lá
No céu noturno
Na pele à flor
O cancioneiro popular
Cientista da ciência dos sentidos
Já não caminha mais depressa
Devagar, ele não tem pressa pra chegar
E se o vento soprar
Venere o som
Ouça a canção do tempo
Que já existiu
Venere o som do ar
Que agora existe
Mas já se foi
E tudo o que sonhar
É um mar aberto
À sorte, amor
Lonely
And I’m so lonely this evening
I can see the colors of silence in this room
And I’m so lonely all these years
So many years passing all alone
And I don’t care
About the rainbows
And fairy tales at all
And I prefer
No sun
And it’s better
No call
Fora
Posso até fazer por você
O que você não vai fazer por mim
Mas é melhor fazer por você
O que você não faz
Às vezes eu me sinto fora
Fora de tudo isso
Às vezes eu me sinto fora
Fora daqui
Eu sei que existe lá fora
Um fora
Que a gente não vê
E tudo o que existe agora
Está fora
De você
E entre carros, esquinas, parede, concreto
Há algo lá dentro querendo gritar
E entre passos, manias e sinal aberto
Há algo lá dentro querendo falar
O Passado
Você me lembra alguém
Que eu não me lembro mais
Talvez você seja esse alguém
Que eu não me lembro mais
E o que eu sinto parece que eu já senti
Por você, há muito tempo atrás
E que eu lembro parece que eu já vivi
Com você



